Empresas brasileiras têm receio de usar redes sociais internamente

Com receio de que seus colaboradores percam o foco ou por motivos de segurança, como o medo de vazamento de informação, grande parte das empresas brasileiras não liberam o uso de redes sociais internamente para melhorar a comunicação, aponta pesquisa realizada pela PWC com 85 empresas em todo o país.

Realizado entre maio e julho de 2012, o objetivo do estudo era justamente “entender como as organizações estão utilizando o poder das mídias sociais para articular e mobilizar pessoas e como esta inovação está influenciando a mudança das práticas de gestão”. O resultado provou que apenas metade (51%) autoriza uma ou mais redes para o uso de seus funcionários.

De acordo com a pesquisa, a rede social mais permitida é o Facebook (73%), seguido pelo LinkedIn (69%) e Twitter (58%). Entre as organizações que já liberaram o uso de plataformas de relacionamento, 78% já o fazem há mais de 12 meses.

Ponto importante indicado na pesquisa foi que, apesar de nem todas as empresas conseguirem mensurar os benefícios de apostar no uso das redes internamente, 67% delas têm contas institucionais nas mídias sociais. As principais finalidades para essas contas são: melhor relacionamento com clientes/ fornecedores (53%), atração de talentos (49%), campanhas de marketing (49%) e monitoramento de citações feitas à empresa (42%).

Para João Lins, sócio da consultoria, são várias as oportunidades que as mídias sociais apresentam para o uso dentro das empresas, principalmente nos processos de recrutamento e seleção, comunicação interna, gestão do conhecimento, desenvolvimento profissional e melhoria de performance. Entretanto, as empresas precisam entender de que forma as redes realmente podem ser úteis nestes quesitos. “A grande questão é saber administrar internamente os conflitos decorrentes do acesso a essas novas tecnologias para que elas possam facilitar o trabalho e gerar novas soluções para os negócios”, afirma.

Entre as empresas pesquisadas, 56% são de grande porte, com faturamento bruto anual superior a R$ 300 milhões (em 2011), e 51% atuam em outros países.

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